
Com os dias venho aprendendo a lidar com a sua presença e o seu amor contido em abraços distantes e carinhos dados em meio ao constrangimento. Como se ao acarinhar a nuca do outro a nossa mente dissesse: - Você não poderia estar fazendo isso, mas é ele quem você ama, então faz. É puro!
Quando ele vai embora, no entanto, eu penso que deveria ter dito todas as palavras mais românticas possíveis, elogiá-lo até pelo corte da unha ou, quem sabe, zombar dos pêlos insistentes da barba, para que ele veja que reparo em cada detalhe. Porém, sempre penso tarde demais. Sinto que perco as oportunidades de demonstrar o meu sentimento, por acreditar que, ao dizer o que sinto, ele vai achar que me tem nas mãos e não me levará à sério.
Enquanto não digo o que sinto, ele deve imaginar que ao dizer que quer levar embora o seu ursinho de pelúcia, eu não irei me importar ou que ao me mostrar as novas músicas da sua playlist, de letras tão parecidas com a nossa realidade, eu não criarei expectativas. Ah, ele sequer imagina que quando eu digo que estou com ciúmes das ditas "novas amigas", eu estou falando sério, seríssimo.
Não sinto vergonha em dizer que prefiro viver a ilusão de um futuro incerto ao lado dele - consequência do medo do "não", mas tenho consciência de que não conseguirei sobreviver à doses homeopáticas de amor. Eu quero amor. Eu te quero, mas só vem se estiver disposto a ser inteiro. Por mim, por você, por nós dois!
Quando ele vai embora, no entanto, eu penso que deveria ter dito todas as palavras mais românticas possíveis, elogiá-lo até pelo corte da unha ou, quem sabe, zombar dos pêlos insistentes da barba, para que ele veja que reparo em cada detalhe. Porém, sempre penso tarde demais. Sinto que perco as oportunidades de demonstrar o meu sentimento, por acreditar que, ao dizer o que sinto, ele vai achar que me tem nas mãos e não me levará à sério.
Enquanto não digo o que sinto, ele deve imaginar que ao dizer que quer levar embora o seu ursinho de pelúcia, eu não irei me importar ou que ao me mostrar as novas músicas da sua playlist, de letras tão parecidas com a nossa realidade, eu não criarei expectativas. Ah, ele sequer imagina que quando eu digo que estou com ciúmes das ditas "novas amigas", eu estou falando sério, seríssimo.
Não sinto vergonha em dizer que prefiro viver a ilusão de um futuro incerto ao lado dele - consequência do medo do "não", mas tenho consciência de que não conseguirei sobreviver à doses homeopáticas de amor. Eu quero amor. Eu te quero, mas só vem se estiver disposto a ser inteiro. Por mim, por você, por nós dois!
Muito lindo, você escreve super bem Marcela, concordo com cada palavra sua. Parabéns, a arte de saber usar as palavras e de expressá-las de forma tão profunda é pra poucos. Você tem um Dom.
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